sexta-feira, 21 de maio de 2010

Distúrbios alimentares

Oi gente bonita *-* Começamos essa tarde de sexta feira com uma chuva desgraçada se aproximando para acompanhar esse frio desgraçado. Maravilhoso. Não. Mas, continuando, eu não tinha muita idéia do que postar, digo, é o meu primeiro dia e eu queria que tivessem uma boa impressão de mim, rs. Ta, enfim, não achei nada do tipo “OMG bombástico, as pessoas vão te amar por isso!”, mas eu resolvi falar de um assunto sério (por mais noob que as pessoas me achem falando sério), que eu acho muito importante.
Distúrbios alimentares.
É.
Porque é incrível o número de adolescentes que se rendem a eles. E não falo só das famosas “Anas” e “Mias”, mas de vigorexia e compulsão alimentar também – que embora menos comentados, atingem várias adolescentes.
Primeiro, eu comecei com todas aquelas teses de: “Anorexia é isso, bulimia é aquilo, são causados por tal coisa e blábláblá”, mas do que adianta eu explicar com textos monótonos e chatos o que todo mundo já sabe? É.
Então eu falei com várias meninas que já tiveram diversos tipos de transtornos alimentares, e elas explicaram o quão ruim essa experiência foi pra elas.


Taís * era sempre a mais gordinha da turma e zoada por todos. Quando fez doze anos, Taís se apaixonou por um cara muito mais velho, que não queria nada com ela. Como as amigas sempre a zoavam, Taís achou que o menino não gostava dela porque ela era gordinha. “Eu comecei a me sentir tão triste e tão mal, feia e gorda que quis parar de comer pra ver se emagrecendo ele olharia pra mim”, diz.
Então Taís parou de comer, e emagreceu vários quilos. “Foi a pior coisa que eu fiz, porque meu estômago diminuiu, e as vezes mesmo com vontade de comer, não conseguia, sentia ânsia de vômito”.
Foram dois anos sem comer direito, os dois anos que ela considera como os piores da sua vida. Depois de passar por tudo isso, Taís conseguiu esquecer o menino.
“É foda, porque nessa fase da nossa vida, nós só nos preocupamos com o que as outras pessoas acham, as vezes nós até estamos bem com nós mesmas. Mas dai sempre vem aquela amiguinha da onça ou aquele guri escroto falando que você ta gorda. Meu Deus, acaba o mundo. Eu não consigo me controlar muito ainda, quando eu vejo que estou engordando, da aquela vontade de parar de comer, mas dai eu lembro tudo o que eu passei e não consigo voltar a fazer aquilo. Faço 3 horas de academia, mas pelo menos parar de comer eu não paro mais, vi que isso não é a solução certa” e completa: “Isso é ridículo”!


Quando Luciana * tinha 15 anos, ela começou a induzir o vomito sem muita freqüência. “Não era nada de mais, nem fazia com freqüência só quando eu achava que tinha comido muito e ia engordar, na verdade não queria emagrecer, queria só manter o peso”, diz. Então, por um tempo, parou com isso. Depois começou de novo, e era mais freqüente. Ela evitava comer, mas os pais a obrigavam, então forçava o vômito. “Pra mim isso não era doença. Era uma coisa normal de uma menina que não queria engordar”. Comprava laxantes e chás emagrecedores para eliminar tudo o que havia consumido. Até hoje Luciana não tem total controle sobre a situação, se acha gorda mesmo estando abaixo do seu peso “Isso não é certo e me faz muito mal, eu sei. Se pudesse escolher nunca teria começado com isso”.


Desde pequena, Débora * tinha sido acima do peso, não gordinha, mas acima do seu peso. Sofria bullying dos colegas e sua auto-estima era muito baixa “Me chamavam de ‘a pequena baleia’, eu odiava, era chato”. Ela até tentava perder peso, mas não conseguia “Eu não tinha força de vontade”. Quando fez 14 anos, a mãe de Débora morreu, e então ela comia compulsivamente, pois isso a distraía. “Se tornou um vício, eu passava praticamente o dia comendo e não fazia nem um tipo de exercício. Cheguei a pesar 92 kg, mas não me importava de engordar, comer me fazia bem”. O pai dela não achava normal todo esse sobrepeso, mas não fazia nada para mudar a situação, comer distraía Débora da morte da mãe. Obviamente, depois de ganhar mais de 30 kg o bullying no colégio aumentou. “Eu não agüentava, um dia cheguei em casa e tomei vários comprimidos, acordei dias depois no hospital”. Débora não morreu por detalhes, e isso a fez ver que o que estava acontecendo não era normal. Com o apoio do pai e consultando uma nutricionista, Débora atingiu seu peso normal. “Agora eu vejo que comer exageradamente podia me distrair de alguns problemas, mas criava outros muito maiores”, diz.


Aos 12 anos Eduarda * se olhava no espelho e se achava gorda, a ponto de chorar – mesmo estando abaixo de seu peso ideal. Então resolveu começar a induzir o vômito, sempre. “E isso realmente fazia com que eu me sentisse melhor! Comecei a pesquisar sobre isso e por mais estranho que pareça, eu via as meninas que eram anoréxicas e eu queria ser igual. Só fui parar quando eu comecei a vomitar sangue, ficar fraquíssima, desmaiar; vi que isso tava fazendo mal pra mim”. Então ela resolveu que pararia de induzir o vomito sozinha. “Ninguém me ajudou, não deixei ninguém saber, apesar de querer deitar no colo da minha mãe e chorar as vezes que eu vomitava muito sangue, eu me contive e superei sozinha.” Hoje, ainda fica atenta no peso, mas não ao ponto de voltar a vomitar. “Voltar a vomitar eu não voltarei, foram longos sete meses e eu não os quero de volta”, conta.


Eu achei muito interessante as histórias dessas meninas, o que as pessoas fazem com seu corpo e tal, é triste. E é um incentivo pra ninguém mais fazer isso, só trás coisas ruins, te deixa fraca e pode levar a morte!

Então é isso gente, eu sou a Dani e vou postar toda sexta-feira.
Beeeeeeijos e bom final de semana! :*

PS: Queria ter achado o caso de alguém com vigorexia também, mas não deu. Então, saibam que malhação em excesso faz mal a saúde! Haha
PS²: Os * são porque as meninas pediram pra não revelar seus nomes.
PS³: Não esqueçam que amanhã tem post da Thaís!

11 comentários:

  1. Dani, ADOREI esse post! Como você conseguiu o depoimento dessas garotas? Ficou tudo muito bom, porque fcou bem verdadeiro, porque foi feita uma pesquisa.

    Gostei mesmo.

    E obrigada por lembrar os leitores do meu post de amanhã (que eu nem comecei a fazer, mas relevem)

    Beijos ;*

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  2. AAAAAAAAAH CARA. Eu tive um trabalho sobre isso, entrevistei várias meninas do chat Anna e Mia. :3 Amei o assunto, parabéns.

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  3. Adorei o post,
    Lembrei de quando eu era um pouco mais nova(tá,porque eu sou muito velha-n) e vivia muito preocupada em emagrecer,eu era um pouco barrigudinha,e ficava pensando em fazer mil loucuras pra emagrecer, -q.Mas agora eu nem ligo muito pra isso,prefiro aproveitar meu metabolismo enquanto ele ainda é rápido - q

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  4. Nossa adorei o post, uma maneira bem diferente de retratar o assunto. *-*' Eu já passei por isso foi realmente horrivel. :/ Enfim, parabens Dani. *----* adorei adorei adore. *-*

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  5. Parabéns pelo post Dani!
    Você leva jeito para reporter, fez quase uma matéria sobre estes disturbios alimentares, do ponto de vista que mais interessa, que é das meninas que vivem essa situação tão complicada e perigosa. Parabéns!
    bjos
    Mariliz

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  6. DANETE, TEU POST TÁ DIVO <3

    mesmo sua cabra sendo chata e me mordendo sempre D:

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  7. Achei ótimo o post!
    Realmente, essa é uma maneira bem melhor de se abordar o assunto, até porque alguém pode se indentificar com a história e pode servir de ajuda...

    :*

    [Bárbara]

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  8. Danii. muuito bom.
    ainda existe pessoas que falam que isso não é um sério problema.
    eu tbm já passei por isso e se pudesse voltar com essa atitude eu voltaria. "/ e a questão da diminuição do estômago é muuuuito grave. tbm tenho. "/
    enfim, ficou realmente ótimo.
    :D

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  9. /\ NAIARA AQUI? *O*

    Danuuuuuuuuu adorei o post, é realmente um assunto importante e que as pessoas pensam que nunca vai acontecer com elas, mas pode estar tão perto que ninguem imagina. :/
    Gostei mesmo!
    Beeeijos

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